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Corinthians vence e interrompe arrancada de Ribeirão Preto

sábado, 12 de setembro de 2009

Pela 15ª rodada, o São Caetano/Corinthians conquistou 3 pontos no interior em jogo de muitas faltas e cartões. A equipe da capital chegou a 34 pontos e continua tentando alcançar as líderes palmeirenses, com 36 e três jogos a menos. As meninas de Ribeirão seguem na 5ª posição com altas chances de classificação para a fase final.

As corinthianas vieram da capital em busca de um resultado positivo. "A viagem até Ribeirão desgasta e aqui o calor é forte, mas temos que passar por isso para vencer", disse a treinadora Robertinha, que ainda lembrou que, nas mesmas condições, venceu o Sertãozinho.

No primeiro tempo, o domínio foi das paulistanas. O Corinthians marcava por pressão e apertava as ribeirão-pretanas em sua quadra. No entanto, o jogo só ganhou emoção aos 8 minutos, quando o Corinthians desenhou a jogada com a qual ganharia a partida. Ana recebeu na ala e cruzou para Camila completar para o gol.

Em jogada parecida, o Corinthians ampliou aos 10 minutos. Julye apareceu bem pela lateral de quadra e cruzou, mas quem dessa vez mandou para as redes foi Giordania, contra. A arbitragem anotou o gol para a 9 corinthiana. Com 11 minutos, um chute mal defendido pela goleira Stefanie quase passou pela linha do gol, mas o juiz Rodrigo Corbani, bem posicionado, viu a bola fora do gol para reclamação das jogadoras da casa. Ribeirão Preto tentava reagir, partia mais ao ataque porém parava na marcação adversária. Como aos 16, quando Daiane recebeu bola em contra-ataque mas foi desarmada em grande recuperação de Camila do Corinthians.

No segundo tempo, a partida continou dominada pelas visitantes. Com três minutos, Ana desperdiçou boa chance após cruzamento, a grande jogada corinthiana da tarde. O jogo então tornou-se mais físico. Ana e Camila tomaram dois cartões amarelos, que seriam os primeiros dos seis do jogo. Aos 6 e aos 8 minutos, a amarelada Camila fez mais dois gols, aproveitando novamente jogadas das laterais.

As faltas aumentavam. Até o fim da partida, seriam cometidas 18 infrações ao todo. Daiana, de Ribeirão, levou amarelo aos 11. Nos últimos cinco minutos, a técnica Robertinha já pedia marcação meia-quadra. Seriam dados mais dois cartões para jogadoras do Corinthians, que cometia sete faltas. Ribeirão Preto diminui em cobrança livre de barreira no último minuto com Nathalia.

O time da casa ficou sem jogar três semanas e esse intervalo quebrou o ritmo que embalava as quatro vitórias consecutivas, contra Guarulhos, Pinhal, Cotia e Mogi. "Essas 3 semanas de descanso podem ter esfriado nossa arrancada", contou Murilo, técnico de Ribeirão.




FICHA TÉCNICA

S.M.E. Ribeirão Preto 1 x 4 São Caetano/Corinthians/Unip

Local: Ginásio Cava do Bosque
Data: 12 de setembro de 2009, sábado.
Horário: 16h00.
Árbitros: Herivelto Martins e Rodrigo Zapparoli Corbani.
Cartões amarelos:
RIBEIRÃO PRETO: Daiane, aos 11 do segundo tempo.
CORINTHIANS: Ana, aos 3 minutos do segundo; Camila, aos 4 minutos; Stefanie, aos 12, e Camilinha, aos 16 minutos da segunda parte.

Gols:
RIBEIRÃO PRETO: Nathalia, aos 19 do segundo tempo.
CORINTHIANS: Camila, aos 8 minutos do primeiro tempo e aos 6 e 8 da segunda etapa; e Julye, aos 11 do primeiro tempo.

Ribeirão vira jogo emocionante e passa por Pinhal

sábado, 15 de agosto de 2009

Neste sábado, S.M.E. Ribeirão Preto venceu em casa o D.E. Pinhal/Unipinhal por 5 a 4 em jogo de viradas. Os dois times entraram em quadra disputando vaga direta no G-8. Com a vitória, a equipe de Ribeirão ultrapassou Pinhal na tabela e aparece em sétimo lugar. Já o visitante caiu para a nona posição, fora da zona de classificação para a próxima fase.

As duas equipes entraram muito concentradas, sabendo da importância do confronto. José Paulo dos Reis, técnico do Pinhal, afirmou que o confronto seria muito difícil porque as meninas do Ribeirão Preto são muito boas, mas que acreditava em um bom resultado na luta direta pela oitava vaga. Murilo Nogueira, treinador ribeirão-pretano, também admitiu atenção especial contra o Pinhal, já que seria um jogo de seis pontos e precisava de resultados.

O jogo decisivo começou como se esperava. Com apenas 1 minuto, a artilheira Lívia abriu o placar para Ribeirão Preto em jogada trabalhada pela direita. Depois do gol, Ribeirão assumiu o controle do jogo e teve 3 ótimas chances para ampliar desperdiçadas. O time de Pinhal demorou para acordar e sofreu bastante com a posse de bola adversária até a metade do primeiro tempo, quando teve 2 boas oportunidades para marcar.

O gol de empate saiu logo aos 10 minutos. Em belo voleio, Jenifer fez um golaço para igualar o marcador. O Pinhal então inverteu o controle da partida e criava bem. Aos 15, Thamiris roubou bola da última jogadora de Ribeirão e marcou na saída da goleira. O time visitante cresceu mais ainda e quase ampliou em quatro chances, até o primeiro tempo acabar em 2 a 1.

Pinhal continuou com o mesmo ritmo já no início da segunda etapa. Com um drible de corpo, Jenifer se livrou da marcação e fez outro gol para o D.E. Pinhal. Com a desvantagem aumentada, o time da casa acordou e logo em seguida diminuiu com outro gol de Lívia, a artilheira da equipe no Campeonato Paulista. Ribeirão voltou a controlar o jogo e, aos 6, empatou o jogo com um forte chute da goleira Iaraceli.

A partida então já contagiava o público presente. Alternando bons e maus momentos no jogo, com o empate as chances apareciam para ambas as partes e qualquer um podia assumir a vantagem. Aos 13, Jenifer novamente marcou para o Pinhal e colocou o time na frente devido a um erro de passe da goleira Iaraceli, ou "Foca", para desespero do técnico Murilo.

A equipe de Ribeirão sentiu que havia tempo para se recuperar no jogo e não se abalou. Um minuto após o gol adversário, Bárbara empatou novamente o emocionante jogo na Cava do Bosque. Pinhal em seguida acertou uma bola na trave, mas quem novamente assumiu a frente no placar foi Ribeirão Preto. Em erro de marcação do Pinhal, Daiane apareceu livre e marcou o gol da vitória ribeirão-pretana. Pinhal ainda teve uma incrível chance desperdiçada, em jogada ensaiada em falta livre de barreira.

Derrotada, a equipe de Pinhal tentará se recuperar em jogo difícil contra o vice-líder Corinthians em São Caetano. Já Ribeirão entra em quadra amanhã mesmo em partida contra o embalado Cotia. "Será um jogo mais difícil ainda, mas estamos em uma crescente e temos tudo para conseguir um bom resultado", afirmou a goleira de Ribeirão Foca, após a partida.


FICHA TÉCNICA

S.M.E. Ribeirão Preto 5 x 4 D.E. Pinhal/Unipinhal

Local: Ginásio Cava do Bosque
Data: 15 de agosto de 2009, sábado.
Horário: 18h.
Cartões amarelos: nenhum.
Gols:
RIBEIRÃO: Lívia, a 1 minuto do primeiro tempo e aos 2 do segundo tempo; Iaraceli, aos 6 do segundo tempo; Bárbara, aos 14 do segundo tempo; Daiane, aos 17 do segundo tempo.
PINHAL: Jenifer, aos 10 minutos do primeiro tempo, a 1 e aos 13 do segundo tempo; Thamiris, aos 15 minutos do primeiro tempo

"Temos um planejamento para terminarmos o campeonato em quinto, sexto lugar"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

CONTINUAÇÃO DA ENTREVISTA COM MURILO NOGUEIRA DE ALMEIDA,
TÉCNICO DO S.M.E. RIBEIRÃO PRETO
POR FLÁVIO CRUZ


M.F.: Quando o time de futsal feminino S.M.E. Ribeirão Preto começou a participar do Campeonato Paulista? Há alguma competição que vocês participem e considerem tão ou mais importante que o Estadual?

M.N.: O time já disputava competições da federação, como o Troféu Piratininga, com outra treinadora. Quando eu cheguei, foi feito o convite para sermos filiados da federação e o secretário aceitou a idéia porque seria uma boa preparação para os Jogos Regionais. Estamos disputando o Paulista desde 2005. Além do Estadual e os Regionais, nós jogamos o Troféu Piratininga, os Jogos da Juventude. O mais importante de todos são os Jogos Regionais. A prefeitura monta o time, dá o apoio, banca o estadual, mas para irmos bem nos Jogos Regionais. No Paulista, entramos com o time sub-20 para nos prepararmos para os Regionais, que é a competição que dá mais retorno para a prefeitura.

M.F.: Acompanhando a competição, percebemos que muitos jogos são adiados. Qual o motivo para essas modificações?

M.N.: A competição é muito longa. Então temos algumas outras competições simultâneas no calendário e às vezes elas batem. Não tem como fazer dois jogos no mesmo dia. Por exemplo, no mês de Julho, estamos voltados exclusivamente para os Jogos Regionais, que começam na nossa região a partir do dia 15. Em outras regiões, os Jogos se iniciam antes, como a de Pinhal. Então nosso jogo contra eles, no dia 4, não pôde acontecer. Acabam batendo as datas.

M.F.: São muitos campeonatos simultâneos. Como ocorre a decisão sobre um adiamento e como a equipe lida com tanta variação?

M.N.: O adiamento sempre parte do representante da equipe. Em Ribeirão Preto, sou eu, como técnico. Quando preciso adiar algum jogo, eu ligo para o representante da outra equipe, que geralmente é o treinador também. Decidimos em comum acordo e então comunicamos para a federação, que vê outra data melhor. Quanto às variações, as jogadoras não ligam porque não estarão jogando o Paulista, mas vão para os Jogos Regionais, ou seja, não ficam sem jogar.

M.F.: Nosso blog considerou o jogo entre Ribeirão Preto e Sertãozinho como o clássico do interior. Há mesmo rivalidade regional entre os dois times?

M.N.: Tem bastante. Já teve um campeonato aqui da região em que deu os dois times na final e Sertãozinho foi campeão. Nos Jogos Regionais, sempre fazemos final. Um belisca daqui, o outro belisca de lá. A técnica de Sertãozinho já foi do time de Ribeirão. Algumas atletas deles já jogaram aqui, algumas daqui já jogaram lá. Então tem bastante rivalidade.

M.F.: Como foi sentida a derrota em plena Cava do Bosque? Teve um gosto mais amargo por ser para um time da região?

M.N.: Foi triste, porém não foi novidade. A equipe de Sertãozinho está muito bem postada. Elas investiram na categoria adulta para o Paulista, enquanto nós focamos o sub-20 para disputar os Regionais. É um gosto amargo, mas também nosso objetivo é os Jogos Regionais e não é essa a equipe que Sertãozinho usará nos Jogos. Não é um conforto, porque ninguém quer perder, mas é uma coisa com que devemos saber lidar.

M.F.: Quais as perspectivas para a continuação do campeonato? Os ribeirão-pretanos podem esperar uma recuperação do time e a classificação para a próxima fase entre os oito primeiros?

M.N.: Podem. Nós temos um planejamento para terminarmos o campeonato em quinto, sexto lugar. Focamos o primeiro semestre nos Jogos Regionais, que terminou no dia 25 de Julho. No dia 26, já voltamos a pensar no Paulista. Podem acontecer algumas contratações para o segundo semestre para reforçarmos o time para o Paulista, aí em nível de atletas adultas. Também pode haver perdas, porque os times grandes estão de olho em algumas meninas nossas. Mas o time estará reforçado e com a cabeça só no Paulista.

"O futsal no interior está crescendo; o feminino, engatinhando"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ENTREVISTA COM MURILO NOGUEIRA DE ALMEIDA,
TÉCNICO DO S.M.E. RIBEIRÃO PRETO

POR FLÁVIO CRUZ


Mais uma vez, o Mulheres do Futsal foi a campo, ou melhor, a quadra apurar a situação dos clubes do Campeonato Paulista. Fizemos uma entrevista especial com Murilo Nogueira, treinador do time de Ribeirão Preto, para entendermos melhor como um time do interior vê uma competição em que grande parte dos adversários estão a mais de 300km de distância.

A S.M.E (Secretaria Municipal de Esportes) Ribeirão Preto é mais um exemplo das dificuldades pelas quais o futsal feminino passa fora da capital. Ao fim da competição, o time terá viajado oito vezes para a Grande São Paulo e gastado quase dez mil reais apenas com as despesas dessas viagens. Além disso, a falta de patrocinadores assombra os times "caipiras". Como resultado, vemos transferências dos talentos do interior para times da capital, com a número 10 de Ribeirão Preto, Drica, que está de malas prontas para jogar no Jaguaré/Palmeiras/Osasco, líder do campeonato.




Mulheres do Futsal: Como é ser de um clube do interior em um campeonato em que a maioria dos times é da grande São Paulo?

Murilo Nogueira: É difícil. Se você puser na ponta do lápis, vai ver que somos os que têm mais gastos. Por ter poucos times aqui do interior e a maioria ser de São Paulo, viajamos mais, gastamos mais e temos menos retorno. Eu acho que o pessoal não olha muito para o futsal do interior e o polo mesmo, o forte, é a capital. Lá tem mais investidores. O futsal no interior está crescendo; o feminino, engatinhando. É um desafio legal. Vamos jogar na capital para mostrar que, no interior, também tem meninas com condições de jogar de igual para igual.

M.F.: De onde vêm os recursos para as viagens e treinos do time?

M.N.: Se for ver na tabela, a maioria dos times da capital tem apoio de universidades. Nós não temos essa possibilidade fora da capital. Somos bancados exclusivamente pela prefeitura. Nosso nome é Secretaria Municipal de Esportes Ribeirão Preto.

M.F.: Há outras dificuldades além da distância?

M.N.: Ser do interior também pesa na hora de trazer atletas. Tem atleta que não vem por ser muito longe e querer ficar mais perto de casa. Mas isso é atleta que não quer ter oportunidade de crescer.

M.F.: De onde vêm as atletas do projeto?

M.N.: A maioria das atletas são da base sub-20 que disputa os Jogos Regionais. Nós temos escolinhas nos bairros de Ribeirão Preto e os destaques são trazidos para cá. Na verdade, nós somos um time sub-20 que disputa a categoria principal. Mas a gente contrata jogadoras também, temos alojamento, alimentação e ajuda de custo.

M.F.: Por que o futsal no interior é esquecido?

M.N.: Eu acho que não temos a tradição de ter o futsal no interior, principalmente em Ribeirão Preto. Muito menos no Feminino, porque há um pouco de preconceito e de desconfiança por parte de patrocinadores. Na capital, o esporte é bem forte, então qualquer time tem uma estrutura financeira ou algum projeto maior que o nosso. Mas os times, dentro de quadra, não são melhores que os nossos.


A segunda parte da entrevista será publicada amanhã